domingo, 29 de abril de 2007

Eu percebi que estou ficando paranóica. Perseguindo minha própria sombra. Caçando coisas que não existem. Seres que rastejam procurando luz e encontrando frio. O mesmo frio que eu guardo naquelas velhas palavras... não pelo frio da indiferença... mas o frio de querer conservar tudo. Como se fosse realmente possível... e não poderia?

"De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento."

Continua ecoando. Certas coisas não precisam de um motivo pra acontecer. Simplesmente acontecem. Contra a nossa vontade ou não. Percebendo ou não. Sempre esteve lá. Sempre vai estar... ou talvez não.
Talvez eu simplesmente comece a me desesperar e não me importe com mais nada. Se eu perdesse finalmente o pouco controle que sempre tento manter, creio que nada mais restaria. Não que minhas lembranças fossem apagadas, não que o presente seja apagado também. Mas ficaria jogado em algum canto, onde eu era mais humana. Era... Ser humano... eu odeio tudo isso...
Todas as coisas que eu tanto tento proteger acabam sendo mais destruídas ainda... se eu parasse de tentar, quem sabe elas não poderiam se manter mais intactas? Quem sabe o tempo + destino não desistissem de tentar engolir todas essas coisas...
Talvez aquelas pessoas estivessem realmente certas. Eu não deveria ter tentado respirar uma terceira vez....

//dream theater - tears.

nevermore.

Raiva incontida. Eu não vejo o porquê. Caminhando cega entre devaneios e outras ilusões... foram-se os tempos bons. Eu só tenho raiva. Nunca mais. Não?
De pesadelos não há como fugir...
fugir? de mim. por quê?
não tem motivo, nem razão, nem porra nenhuma.
eu só estou extremamente chateada..
só isso.
e com raiva.
por estar assim e sentir tudo isso.
e eu odeio.
e ponto.